A Educação a Distância na África pelos Celulares!

A Educação a Distância na África pelos Celulares!

A África é o  território planetário que mais demanda ajuda humanitária no mundo. Pelas peculiaridades da educação a distância, esta modalidade atende os objetivos educacionais de sérias necessidades de acesso à educação naquele continente. Deve-se festejar a possibilidade de se implantar e disseminar a educação a distância na África pelos celulares!

É fato que a África subsaariana vive neste exato momento uma grande revolução digital móvel, pois só entre o meio do ano de 2013 até o meio do ano de 2014 (momento atual), o tráfego digital cresceu acima de 100%.  Segundo dados de 2012 do relatório da GSMA, entidade que representa 800 operadoras de telefonia móvel no mundo, existem 475 milhões de conexões móveis na África subsaariana em áreas rurais, urbanas e comunidades isoladas.

Até o final de 2014 as previsões apontam em média  635 milhões de assinantes, com projeção de 930 milhões em 2019. Estes números se contrapõem à 12,3 milhões de conexões de telefonia fixa nos dias de hoje por lá. Atualmente há mais telefones celulares em toda a África do que nos Estados Unidos.

O que isto representa ao continente africano?  Representa que a África está se tornando um “continente móvel”, e com a  previsão de especialistas esta portabilidade  crescerá 20 vezes mais nos próximos 5 anos. Representa também que os africanos possuindo tantos dispositivos móveis, poderão através desta  tecnologia ter fácil acesso à educação a distância. Desta forma, o uso do celular passa a ser uma útil ferramenta para transformar o cenário da educação em regiões subdesenvolvidas, não somente na África mas na India também .

É inegável que diante desta realidade,  que  a África será  uma das principais regiões do mundo com projetos educacionais de EAD, apoiados por m-learning (aprendizagem pelo celular). Não há dúvidas também que esta tecnologia abrirá portas educacionais e  novas oportunidades de aprendizagem que jamais  existiram antes, pois na ausência de escolas físicas, crianças e adultos poderão estudar pelo celular  e com qualidade. Em Moçambique, por exemplo, há falta de salas de aula e de professores.

Um Programa de educação a distância no Ensino secundário já implantado por lá, vem colaborando eficazmente na educação daqueles jovens.O Ministério da Educação de Moçambique, assim como de outras regiões africanas,  não possuem orçamentos para expandir o ensino presencial secundário e muito menos de contratar mais  professores pela modalidade presencial. O ensino à distancia  atende plenamente bem as expectativas do governo africano, ou seja, de formar estudantes, sem gastar muito dinheiro.

Em plena era digital, todos os envolvidos com educação, em qualquer parte do mundo,  agora transitam por uma escola nômade, onde as distâncias foram reduzidas, e todos foram lançados a uma experiência educacional, inclusive os locais mais carentes de absolutamente tudo no planeta!

Abençoada “educação-a-distância”!!!!!  😆

 

16 comentários em “A Educação a Distância na África pelos Celulares!

  1. Amei a notícia e adorei o texto. Bem urdido e com informações amarradinhas umas nas outras (chatices de professora de Redação).
    “ABENÇOADA EAD”!
    Parabéns

  2. Achei a matéria muito interessante, pois acredito muito no ensino à distância, pois é um ensino de inclusão. São milhares de pessoas que não imaginaram que poderiam estudar e se capacitar. Mas com a tecnologia que ora se apresenta isso é uma realidade, e é possivel a inclusão de muitas pessoas no segmento da educação à distância e a realização do sonho de obter a escolaridade tão desejada.

  3. Sim, abençoada educação a distância.
    Sou uma defensora desta modalidade. Tenho feito muitos cursos a distância, assim como já participei como tutora.
    A experiência tanto como aluna e tutora foram fantásticas.
    Desejo de coração que a EaD, continue crescendo e frutificando neste continente tão sofrido e carente.
    Como posso ajudar?

  4. É interessante pensar na África como um continente móvel por conta de um suposto bom uso de celulares, mas não há detalhes de como isso funciona na prática.

    • Tem sim Janaína!

      Eu mesma já estou à frente de um macro projeto (EAD) educacional destinado ao continente africano e várias universidades nativas já estão atentas à esta realidade, principalmente na África do Sul.

      Se você notar, no meu post conto a experiência do Ministério da Educação de lá com jovens do ensino médio. A UVB (Universidade Virtual Brasileira) já está na África atuando em EAD. As convergências estão acontecendo, ou seja, mobiles estão em franca expansão no território africano e as oportunidades e situações já existentes de implantação da EAD acontecem a cada dia! E isto é muito bom! Concorda?

      Pense que a tecnologia já está lá!

      Para o seu conhecimento, uma das vantagens que os consumidores africanos descobriram somente agora pela expansão dos celulares, é que eles podem usar o Banco on-line, reduzindo a necessidade de viagens longas para ir a uma agência bancária.

      Há um aplicativo muito usado por lá, chamado MedAfrica, pois através dele, os africanos conseguem informações básicas sobre saúde e medicina. Só isto que para nós é tão simples, já possibilitou que muitas pessoas diminuissem as viagens quilométricas para visitar um médico.

      Então, mobiles estão começando a desenvolver o continente africano em muitas frentes, inclusive na educação que é o nosso foco. Esta afirmativa, não significa que tudo já esteja implantado. Esta afirmação significa que já está ocorrendo uma forte mobilização e que pelo número de mobiles por habitantes, muitas coisas boas acontecerão por lá, inclusive a implantação e o desenvolvimento da EAD.

      A queda no preço dos aparelhos e também dos pacotes de transmissão de dados, juntamente com o aumento da velocidade da internet, possibilitou que Facebook e Twitter chegassem a áreas remotas.

      A constatação é que com tanta expansão de dispositivos móveis, o mundo todo poderá de maneira fraternal e assistencial, colaborar em muitas frentes com o continente mais pobre que existe no globo terrestre. A expansão da tecnologia já está ajudando e ajudará muito mais.

      Isto me deixa muito feliz e me faz abraçar esta causa! Espero que mais gente se mobilize e leve ajuda humanitária a este povo irmão!

      Abraços,

      Liliam Silva
      Educação-a-Distância.com

  5. Pois é, Lilian, não há como não considerarmos essa realidade. Muitos continentes dependem da educação. E, para alguns, apenas a EAD, em médio prazo, pode ser a solução.

    Trabalho com EAD há 14 anos na FGV – FGV Online – e pouco conseguimos avançar em direção às fronteiras de outros países. A África é um exemplo disso. Temos alguns alunos de Luanda e Moçambique. Poucos.

    Hoje estamos migrando nossa tecnologia para HTML5, com design responsivo, para adequá-la à mídia mobile. Esperamos com esse upgrade alargar a oferta dos cursos EAD em países que continuam aguardando educação de qualidade.

    • Oi Elisabeth,

      Entendo, mas penso que instituições como a sua poderiam ofertar uma educação a distância gratuita e customizada para aquele continente objetivando apenas ajuda humanitária. No Brasil estamos bem adiantados na área da EAD.

      Cobrar por cursos ali, principalmente quando o povo africano esteja ainda se customizando com as ferramentas digitais de mobiles, seria apenas uma estratégia comercial. O meu post ainda pensa em estratégias mais assistenciais mesmo.

      Estou em um Projeto de EAD voltado ao continente africano, gratuito e assistencial para levar conhecimento à aqueles cidadãos. Todos os envolvidos não ganham dinheiro algum.

      Eu como você, trabalho há 13 anos com EAD na Laureate Universities, e sei dos desafios quando a visão é voltada dentro dos pressupostos normais de uma grande Escola privada.

      A mensagem do meu post transcende a “comercialização” da Educação por vias virtuais. É um chamamento para se ajudar as universidades de lá, as Escolas, as pessoas que agora vivem com seus celulares o tempo todo.

      Talvez profissionais e grandes empresas daqui se sensibilizem e invistam em recursos para aquele continente tendo a EAD como alavanca.

      Forte abraço!

      Liliam Silva
      Educação a Distância.com

  6. Excelente notícia Liliam!

    Essa tecnologia além de poder contribuir na alfabetização, formação integral, simplifica a vida, aproxima os povos, diminui distâncias, agiliza decisões e constroe conhecimento coletivo. Esse é sim um novo mundo!

    Grande abraço,
    Maria Praciano
    Tutora EAD
    http://www.pgconsultores.com.br

  7. Olá, Liliam
    Gostaria de parabenizar este post, temos que nos unir na educação para todos e todas as nações, usar as todas as mídias disponível, foruns, wikis, nesta aprendizagem compartilhada, é ótimo

    • Oi Clara!

      Bem-vinda! Obrigada pelo feedback.
      Você está correta quando acrescenta a ideia de “unir forças” para a expansão da EAD em todas as nações.

      As nações mais empobrecidas terão um ganho imenso e um salto qualitativo na mobilidade social e no combate às desigualdades.
      Somente através da educação os povos podem ir ao encontro do avanço econômico.

      Abraços!

      Liliam Silva
      Educação-a-Distância.com

  8. Que bacana! A evolução das tecnologias nos traz muitas vantagens. Tendo foco e disciplina mais esta opção será um sucesso.

  9. MUITO FELIZ EM SABER QUE UM CONTINENTE TÃO DESPROVIDO FINALMENTE ENCONTRA UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL. A E a D TEM CONSEGUIDO ALCANÇAR SEU MAIOR OBJETIVO.

  10. QUANDO LEMBRAMOS DA ÁFRICA, SEJA QUAL PARTE DELA, NOS DEPARAMOS COM PRECONCEITO E CERTEZA DE POBREZA E CONFLITOS. PORÉM QUE BOM QUE IMAGENS COMO ESSA NOS ALEGRA E DESPERTA UM OLHAR ESPERANÇOSO…

  11. Realmente é uma iniciativa pioneira e libertária. Permitir que até algum atendimento médico seja oferecido via mobile é algo realmente democrático para uma região tão desgastada economicamente ao longo dos séculos.
    Agora se estivéssemos no Brasil, se tornariam crime portar o software médico (a exemplo do UBBER), os cursos m-learning deveriam pagar ISS e só operariam após regulamentação de 20 anos no Congresso Nacional, e as provas teriam de ser presenciais…
    Esse tipo de EAD ainda não chegou no Brasil.

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