A Inovação na Educação: O que Funciona?

A Inovação na Educação: O que Funciona?

Poucas áreas têm sido tão esperançosas mas também tão preocupantes quanto a inovação na educação. A educação é provavelmente a mais importante área em nossa sociedade de hoje, mas continua sendo uma das menos compreendidas e investidas no sentido pedagógico, apesar dos incríveis níveis de investimento monetário de capitalistas de risco e governos.

A inovação na educação é mais do que apenas tecnologia. A inovação na educação é sobre como você pode usar a tecnologia para capacitar os alunos para se tornarem aprendizes ao longo da vida, para daí serem agentes de mudanças. A inovação na educação pode e deve ser eficaz, ampliada e replicada pois é precisamente o necessário para enfrentarmos os desafios da crise global de aprendizagem.

Por que, tendo tantos inovadores e organizações preocupados com as inovações, o nosso sistema educacional não se beneficia com eles? O que interfere na criação e, especialmente, na implementação de inovações transformadoras, que gerem mudanças de vida `as pessoas,  e tão  necessárias em escolas e faculdades deste país? Como podemos crescer, apoiar e divulgar inovações dignas de forma eficaz,  para que nossos alunos tenham sucesso na escola e na universidade, e assim obtenham os melhores resultados de aprendizagem que os preparem adequadamente para a vida e para o trabalho?

Na educação, a inovação pode aparecer como uma nova teoria pedagógica, uma determinada abordagem metodológica, técnicas diferenciadas de ensino, ferramentas destinadas `a instrução, processos inteligentes e criativos de aprendizagem  ou uma estrutura institucional que, quando implementada, produza uma mudança significativa no ensino e na aprendizagem, e que leve a uma melhor aprendizagem do aluno.

Assim, a inovação na educação destina-se a aumentar a produtividade e a eficiência da aprendizagem e melhorar a qualidade daquilo que é introjetado como conhecimento. Por exemplo, a Academia Khan e os MOOCs abriram novas oportunidades praticamente ilimitadas para uma aprendizagem maciça e eficiente.

As estimativas mostram que apenas 10% dos jovens em países de baixa renda obterão habilidades básicas de educação secundária até 2030. Essa carência de aprendizagem pode levar ao desemprego, à pobreza e a maior desigualdade. A transição para uma economia baseada no conhecimento exige mudanças urgentes no nosso sistema educacional para garantir que grupos tradicionalmente desfavorecidos possam participar plenamente do mundo do conhecimento e do mundo digital. O foco na educação regional e rural é fundamental para garantir que o afastamento dos grandes centros não seja uma desvantagem desigual. Para isto a educação a distância cumpre bem o seu papel!

A educação, sendo uma instituição social que atende as necessidades da sociedade, torna-se indispensável para que esta mesma sociedade possa sobreviver e prosperar. Deve ser não só abrangente e sustentável, mas deve evoluir continuamente para enfrentar os desafios do mundo globalizado que é rápido, inundado de mudanças e muito imprevisível. Esta evolução deve ser sistêmica, consistente e principalmente escalável; portanto, os professores das escolas, os professores das faculdades, os gestores educacionais, os pesquisadores da área e os formuladores de políticas na área da educação,  devem inovar as teorias e as práticas do ensino e da aprendizagem, bem como todos os outros aspectos destas organizações que trabalham com educação e que muitas vezes ainda atuam como se estivessem no início do século passado. Todos os envolvidos deveriam se mobilizar justamente para garantir a qualidade da preparação de todos os alunos para a vida e para o mundo do trabalho.

Para um indivíduo, uma nação ou para a humanidade sobreviverem e progredirem, a inovação e a evolução são essenciais nestes novos tempos. A inovação na educação é de particular importância porque a educação desempenha um papel fundamental na vida de cada um de nós, na criação de um futuro sustentável para os países. A inovação, portanto, deve ser considerada como um instrumento de mudança absolutamente necessário e positivo. Qualquer atividade humana, como a  industrial, comercial ou educacional  precisa de inovação constante para se manter sustentável no século 21. Caso contrário, não atenderão as novas demandas e ficarão numa bolha de um mundo `a parte e inoperante.

A inovação educacional emerge em várias áreas do conhecimento e de muitas formas e o tempo todo. De acordo com o Escritório de Educação dos EUA, há inovações na forma como os sistemas educacionais são organizados e gerenciados, exemplificados por escolas charter ou sistemas de responsabilidade escolar. Existem inovações em técnicas de instrução ou sistemas de entrega do conteúdo, como o uso de novas tecnologias na sala de aula. Há inovações na forma como os professores são recrutados e consequentemente preparados e recompensados.

A necessidade de inovação educacional tornou-se aguda principalmente no Brasil. A questão de como os alunos aprendem e como os tutores de EAD ensinam e elaboram sua metodologia em ambientes virtuais de aprendizagem, continua sendo uma grande questão para nós. As perguntas remetem se os métodos atuais ofertados por algumas faculdades,  ajudam a aumentar a produtividade da aprendizagem e, como resultado, o tempo e a eficiência de custos. Todas as aplicações da tecnologia requerem uma base teórica sólida baseada em pesquisa sistêmica, orientada através de pedagogia de ponta para diminuir possíveis problemas na aprendizagem do aprendiz. Ao integrar tecnologias inovadoras no ensino e na aprendizagem, devemos primeiro considerar a sua potencial aplicabilidade, custos e benefícios antecipados para assim desenvolver práticas educacionais bem-sucedidas.

É amplamente acreditado que o bem-estar social e econômico dos países dependerá cada vez mais da qualidade da educação de seus cidadãos, do surgimento e da retroalimentação da chamada” sociedade do conhecimento “, da transformação da informação em conhecimento. No entanto, mais de 50 anos depois, percebemos que o ritmo real das inovações educacionais e sua implementação são muito lentos, como demonstram os resultados de aprendizagem dos graduados  das faculdades, que estão longe do que é necessário no mundo do trabalho contemporâneo.

Uma das habilidades atuais mais importantes solicitadas aos estudantes é a capacidade de colaborar. “Agentes Colaboradores” efetivos tendem a possuir uma rede de outras competências lapidadas como: comunicação, empatia, capacidade de trabalhar em equipe, responsabilidade e pensamento crítico. A tecnologia é apenas um facilitador da colaboração. Uma variedade de ferramentas estão disponíveis para permitir que estudantes e professores compartilhem, sejam co-autores, escrevam, dialoguem e analisem informações em uma enorme variedade de formas e pesquisas. A verdadeira colaboração interpessoal acontece em tempo real e é imersiva, e nisto as tecnologias educacionais são impecáveis em oferecer aos protagonistas do conhecimento.

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