Aluno de EAD é Viciado em Celular?

Aluno de EAD é Viciado em Celular?

Você é um aluno de EAD nomofóbico? Se você não consegue ficar sem o seu celular por apenas poucos minutos porque isto lhe causa uma série de sensações e emoções desgastantes, saiba que já existem pesquisas na área da Psicologia que o descrevem como dependente e fóbico. Por outro lado, uma equipe de pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em Los Angeles,  que estuda especialmente as relações humanas nos confirma que a maioria das pessoas no mundo todo,  experimenta a nomofobia em relação aos seus celulares, e argumentam que devemos compreender a nossa relação com os nossos telefones móveis sob a perspectiva da Teoria Psicológica do Apego,  justamente para convivermos um pouco melhor com esta nova realidade tecnológica e consequentemente subjetiva.

 

Estes pesquisadores da UCLA defendem a ideia de que todos nós sem exceção vivenciamos um certo nível de apego em relação aos nossos telefones móveis, o que para eles até certo ponto é algo natural. Esta pesquisa é muito interessante porque aponta que as pessoas que vivem relacionamentos humanos com intenso apego, são as que nutrem forte medo de serem abandonadas, e assim consequentemente também são as que mais fortemente são suscetíveis de sentirem o “apego ansioso” em relação aos seus telefones móveis. Parece haver uma relação profunda entre a experiência subjetiva de apego `as outras pessoas, com a experiência nomofóbica com o celular.

 

Neste estudo exploratório, foi descoberto que os jovens são os que mais rapidamente desenvolvem apego ao telefone móvel, e quando experienciam a angústia de separação de seus smartphones, surge neles uma intensa ansiedade que torna-se quase que uma obsessão acompanhada de intenso sofrimento. É bom lembrarmos que os seres humanos possuem predisposição natural para desenvolverem apego em relação aos seus parceiros sociais, mas torna-se interessante vermos que os pesquisadores demonstraram que o apego é um sentimento humano que também surge diante de alvos não-humanos (interespécies)  como também com objetos inanimados, no caso o celular. Definitivamente somos uma espécie de apegados a tudo!!! Uns mais e outros menos!

 

Estas questões abaixo podem ajudá-lo a se auto-analisar como nomofóbico:

1 – Eu me sinto desconfortável sem acesso constante às informações através do meu celular?
2 – Eu fico chateado se não puder olhar as informações quando eu quero?
3 – Se eu não puder receber notícias sobre os acontecimentos no meu celular eu me sinto ansioso?
4 – Ficar sem a bateria no meu celular é algo que me assusta?
5 – Se eu ficar sem créditos no meu limite mensal, eu entro em pânico?
6 – Se eu não puder me conectar ao Wi-Fi de certo lugar, eu fico verificando sem parar se há sinal disponível de outra rede?

Agora questione-se o que ocorre com você caso perca ou esqueça o seu celular em algum lugar:

1- Eu fico muito preocupado porque minha família ou amigos não podem se comunicar comigo.

2- Eu sinto uma intensa angústia por não receber mensagens de texto e chamadas.
3- Eu fico bem nervoso porque eu não sei se alguém teria tentado contato comigo.
4- Eu fico triste porque eu fico sem a minha identidade online.
5- Eu fico desconfortável, porque eu não posso manter-me atualizado com as mídias sociais e redes on-line.
6- Eu me sinto desprotegido, porque eu não posso verificar os meus e-mails.
7- Eu me sinto estranho, porque eu não sei exatamente o que fazer.

Ao refletir e responder as perguntas acima,  você conseguiu se perceber como uma pessoa dependente do seu celular? Ou totalmente fóbica quando está exposta a uma destas situações descritas?

Pois bem, saiba que o Relatório de Mobilidade da Ericsson, sugere que o uso de smartphones poderá atingir até 80% da população do mundo em 2021, com evidências de que o desktop irá diminuir ligeiramente ano após ano. Outro relatório de 2015 da Internet Trends, sugere que 51% do uso da Internet em 2015 foi feito em um smartphone em comparação com 42% em desktop. Com este crescimento incrível e tendendo a ficar maior, muitas associações, instituições de muitos lugares do planeta estão tentando descobrir “se” e “quando” devem incorporar a aprendizagem móvel em suas plataformas de eLearning justamente por tudo o que estamos analisando neste post.

 

O uso da tecnologia móvel destinada ao ensino e aprendizagem, ainda é uma área emergente para estudos científicos, e mais pesquisas acadêmicas devem ser conduzidas para compreendermos melhor a nossa relação com esta tecnologia em todos os sentidos, incluindo aí a aprendizagem online. Mais importante do que a experimentação individual é necessário compreender-se  o que funciona, como e porque funciona, tanto em ambientes formais como informais destinados `a aprendizagem. Na prática, precisamos de mudanças institucionais que facilitem e incentivem os alunos e tutores a integrarem a tecnologia móvel no aprendizado diário, mas sem com isto desenvolver ou alimentar a nomofobia nos alunos a distância.

 

Se vivemos grudados aos nossos telefones móveis também vivemos conectados, ok? Muitos de nós somos assíduos colaboradores das redes sociais, ou seja, atuamos ativamente nos reposts e escrevemos muito no Twitter ou no Facebook,  e consequentemente acompanhamos muita gente repassando aquilo que disponibilizamos. Interessante notar que quando o aluno está estudando pelo online e possui em sua tecnologia os aplicativos de mídia social totalmente disponíveis `a ele,  notamos visualmente que este tipo de situação faz que o seu desempenho seja afetado profundamente. Isto ocorre porque a sua carga mental é livre para decidir quando ele deve parar o que está fazendo para poder verificar os aplicativos sociais,  e este tipo de situação pode prejudicá-lo no sentido de tirar a sua concentração e atenção.

 

No trabalho ou no estudo, quando estiver interagindo com a tecnologia, você sempre poderá escolher se quer romper com a sua principal tarefa para fazer uma outra coisa, como por exemplo deixar de escrever um e-mail que estava no meio da escrita para poder verificar o Facebook. Quando isto ocorre, é você que está efetivamente interrompendo-se. É óbvio que as auto-interrupções prejudicam muito o foco, mas é muito comum não percebermos o quanto. Há um estudo interessante na área do Comportamento Humano que demostra que, em certos contextos se nos interrompermos, que isto poderá ser mais perturbador do que quando sofremos uma interrupção externa, como por exemplo alguém que bate a nossa porta.

 

O que isso significa para a vida real do trabalho e especialmente do estudo online? Os pesquisadores disseram que seus resultados sugerem que a situação ideal para o estudante da educação a distância, seria ocorrer interrupções apenas externas e quando “absolutamente necessárias”. Talvez um dia o Facebook seja projetado para monitorar o nosso comportamento enquanto estudamos pelo online, e assim aparecer o aplicativo na tela somente no momento que estivermos fazendo algo relativamente fácil ou um conteúdo já aprendido. Daí teremos a experiência da interrupção externa e não necessariamente da interrupção interna.

Saiba+

 

 

2 comentários em “Aluno de EAD é Viciado em Celular?

  1. Oi Liliam! Eu sou aluno EAD e posso dizer que sou viciado em celular, mas acredito que de uma forma positiva. Não perco tempo em redes sociais e outras coisas que tomam muito tempo. O meu foco é utilizar o celular para fazer cursos EAD em momentos em que normalmente perderia tempo com alguma besteira, como ver televisão.

    • É isso ai Thiago.

      Saber usar o telefone móvel nos dias de hoje é sabedoria.

      Gostei do seu feedback!

      Grande abraço!

      Liliam Silva

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