Como Preparar as Crianças para o Trabalho do Futuro?

Como Preparar as Crianças para o Trabalho do Futuro?

 Quando perguntados sobre quais habilidades as crianças de hoje precisarão desenvolver para manter seus empregos seguros no futuro diante da automatização, os empregadores muitas vezes destacam as chamadas “habilidades soft”, ou seja, um conjunto de atributos que incluem habilidades sociais como comunicação, negociação, construção de equipes, domínio de redes e resolução de problemas. Diante disto, quem responde: Como preparar as crianças para o trabalho do futuro?

Mas a Inteligência Artificial (IA) vem se desenvolvendo a um ritmo assustador e já vem ameaçando muitos postos de trabalho dos humanos desde agora. A inteligência artificial  (AI) está eliminando muitos trabalhos e de maneira rápida nos países desenvolvidos como Japão, Alemanha, EUA e não tardará a penetrar nos países menos desenvolvidos. A chave para esta complexidade de problema talvez seja pensar em como integrar seres humanos e máquinas em várias atividades e como orientar a IA para a criação de novas interfaces econômicas. No momento, a probabilidade da AI fazer tarefas corretamente é entre 85 a 95 por cento. Os seres humanos, por outro lado, geralmente são classificados numa média entre 60 a 70 por cento.

Os robôs são excelentes em certas tarefas devido às suas qualidades não-humanas – eles não se cansam, e eles não viram o nariz para tarefas desagradáveis ou insatisfatórias. No entanto, à medida que assumem um conjunto mais diversificado de papéis, eles precisarão aprender algumas habilidades especificamente humanas. Ser capaz de se comunicar com pessoas é uma parte fundamental em todos os tipos de profissões, e isto ainda precisa ser trabalhado tecnologicamente em um robô.

A Voicera tornou as reuniões de trabalho muito mais produtivas porque criou a Eva, uma assistente pessoal digital. Eva toma notas, processa a reunião e envia um resumo aos participantes. Também pode ser instruída a ter algumas ações, como enviar uma cópia de uma apresentação a todos os participantes da reunião.

Um robô chamado Mario já foi testado como concierge na Bélgica, recepcionando os hóspedes e distribuindo as chaves dos quartos.  Uma equipe do Grupo de Robótica Interativa do MIT liderada pelo Dr. Julie Shah usou técnicas de aprendizagem destinadas `a máquinas, para ensinar um robô a observar indicadores. Nós humanos sabemos fazer esta tarefa  através da experiência e da atenção, mas as máquinas precisam ser ensinadas em inúmeras noções básicas a partir do zero.

A Everlaw ajuda os advogados a se preparar para os julgamentos. O primeiro passo em qualquer julgamento é a coleta de provas. É usada a AI (inteligência artificial) para ler documentos e para encontrar os mais úteis para o caso do advogado, como também identificar aqueles documentos que precisam ser enviados à oposição para poder se evitar um julgamento. Classifica-se os documentos automaticamente.

Zipline, é uma startup de AI (inteligência artificial) que usa drones para entregar sangue a lugares remotos como o oeste de Ruanda. O serviço é fundamental para locais que são difíceis de acessar por terra. No momento que um caminhão poder chegar lá, provavelmente será muito tarde. O pessoal médico no campo usa um aplicativo para pedir sangue por tipo sanguíneo e meia hora depois, um drone o entrega. O drone voa a uma faixa de 75 quilômetros a uma altura de cinco pés. A Zipline faz até 500 entregas por dia e está procurando ampliar este serviço.

Shield AI é uma startup que desenvolveu drones para voar em situações de combate ou de crise. Por exemplo, os drones podem mapear um edifício em tempo real para construir mapas em 3D e identificar as pessoas que estão dentro de situação de risco para posteriormente equipes treinadas salvá-las.

Por outro lado, o Relatório do Futuro do Trabalho do Fórum Econômico Mundial 2016 demonstrou que até 2020 a “criatividade” se tornará uma das três principais habilidades que os trabalhadores humanos precisarão no futuro próximo. Com a avalanche de novos produtos, de novas tecnologias e de novas formas de trabalho, os funcionários terão de se tornar mais criativos para se beneficiar dessas mudanças que nos chegam.

No entanto, as empresas provavelmente terão que reconhecer que, enquanto as escolas e as universidades ensinam habilidades muito básicas, o fardo de fornecer grande parte das habilidades de aprendizagem ao longo da vida que os alunos irão precisar, recairá sobre elas.

O ensino superior e o mercado de trabalho tornaram-se cada vez mais entrelaçados nos últimos anos. Isso levou muitas instituições a desenvolver estratégias para tentar dar aos seus graduados o começo ideal no mundo do trabalho. De acordo com os mais recentes rankings de empregabilidade do Times Higher Education, algumas universidades já estão fazendo um trabalho melhor no sentido de preparar seus alunos, do que outras. A pesquisa classifica as universidades com base nas percepções das empresas sobre a empregabilidade de seus graduados.

Uma interessante análise do último relatório PISA (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes), que avalia como os jovens de 15 anos nos países da OCDE estão atuando em ciência, matemática e leitura, revelou os países em que eles são melhores em “resolução de problemas de maneira colaborativa”. Os países asiáticos como Singapura, Japão e Coreia do Sul lideraram absolutamente o ranking, com o Canadá, a Estônia e a Finlândia não muito atrás. A Dinamarca, Estados Unidos e Reino Unido também fizeram parte do top 10.

Estas habilidades são melhor adquiridas em idade precoce, e a análise PISA mostrou claramente que alguns sistemas educacionais estão tomando medidas neste sentido e portanto na direção certa. A Finlândia por exemplo migrou para um modelo de aprendizagem em que a colaboração faz parte do currículo regular, e a França já está investindo em movimentos semelhantes, agilizando seu sistema educacional em um esforço para impulsionar crianças economicamente privadas. 🙄

E aí? Como Preparar as Crianças para o Trabalho do Futuro? 😆 

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