Inteligência Artificial na Educação Online

Muitas pessoas ficam curiosas quando se toca no tema da inteligência artificial. O que seria isso? Como podemos definir algo que se comporta através de códigos e matrizes como inteligente e, mais importante ainda, o que seria essa inteligência, e o porquê da artificialidade dela? Esse assunto está muito presente nos dias de hoje, especialmente por causa da evolução computacional dos programas que o utilizam. Ainda mais interessante, é como isso influencia o aprendizado, a partir da implementação em cursos voltados para a educação online educação online em todos os níveis, mas isso virá depois.

A princípio, é necessário saber do que se trata quando se fala desse assunto. Existem diversas definições para o tema, mas o consenso diz que inteligência artificial é fazer com que os “computadores pensem como os seres humanos, ou sejam tão inteligentes quanto o homem”. Assim sendo, existem diversas especializações dentro dessa temática, desde sistemas neurais à deep learning, que ajudam na confecção de uma inteligência – propriamente – artificial.

No entanto, para criar esses sistemas inteligentes, existem etapas pelas quais o programa deve passar. A capacidade de analisar as informações e interpretá-las, de entender e perceber variações, de tomar decisões baseadas na distinção do que seria melhor para o resultado em questão são estruturas que devem ser criadas para que o software demonstre tal inteligência. Por exemplo, enquanto a maioria dos programas começaram funcionando – e ainda funcionam – com a lógica “se isso, então aquilo”, a evolução deles leva em consideração fatores multifacetados, não só observando o comportamento em questão, como também o interpretando.

Para fazer isso, antes o programa em questão precisa ser treinado. Desde criar condições de intelecção para os programas, como regras básicas de pesquisa e identificação de padrões através de matrizes cognitivas, para depois alimentar o software com volumes gigantescos de informações para que eles encontrem esses padrões e devolvam os resultados aos quais eles chegaram. No começo, essas análises acabam trazendo resultados não muito confiáveis, e por isso precisam de um “treinador” que assinale, para o programa, quais resultados que o mesmo trouxe estavam certos. A partir dessa interação, o programa em questão acaba “entendendo” onde errou, refinando assim o algoritmo e, de certa maneira, evoluindo para atender melhor às necessidades para as quais ele foi idealizado.

Consequentemente, esse processo acaba se repetindo, com alguém responsável por analisar os processos que o programa em questão está percorrendo e desenvolvendo. Essa técnica ajuda no refinamento dos resultados obtidos, e mantém o programa no caminho certo.

COMO APLICAR À EDUCAÇÃO ONLINE

Da mesma maneira que esses programas precisam de moderadores para otimizar as funções certas, existe a possibilidade de utilizar os próprios alunos para “moderarem” cada versão do programa. Nesse sentido, o programa otimizaria o aprendizado do aluno, cada qual se adequando ao ritmo, dificuldade e estilo de aprendizado do aluno em questão.

Esse reforço já está acontecendo através de diversos softwares, games e programas de aprendizado, como é o caso da Khan Academy nos Estados Unidos. Esses sistemas respondem às necessidades dos alunos, enfatizando os tópicos e conceitos que os alunos em questão ainda não conseguiram compreender em sua totalidade, ajudando-os a aprenderem no ritmo que os condiz. Dessa maneira, os professores focariam mais em ajudar os alunos nos obstáculos que os alunos encontrarem, podendo dar mais atenção àqueles que têm dificuldades.

O grande diferencial desses programas, nesse sentido, constaria no enfoque dado aos alunos, através de um suporte para que o professor possa intervir quando necessário. Por esse aspecto, o professor teria uma função similar à de analistas de dados. A função constaria na identificação de padrões, dentro das aulas completadas pelos alunos, para assim entender as deficiências e qualidades de cada aluno.

Além do diferencial da adaptabilidade, existe a facilitação das próprias funções do professor, como a correção de provas e trabalhos. Em escolas e universidades, a parte da correção acaba tomando grande parte do tempo dos professores e assistentes. Por mais que as tarefas sejam de múltipla escolha, corrigir uma quantidade alta dessas lições acabam impedindo com que o professor possa se preparar melhor para as aulas, ou até focar no crescimento profissional e no desenvolvimento de suas habilidades.

Mesmo que a Inteligência Artificial não consiga atingir a qualidade de correção dos próprios professores e assistentes para redações e trabalhos interpretativos, a tecnologia viu grandes avanços nos últimos tempos. Para tarefas de múltipla escolha, e respostas diretas de lógica e memorização de fatos, a tecnologia já é capaz de corrigir de maneira fidedigna. No entanto, essas tarefas pouco falam sobre as dificuldades dos alunos, mas pelo menos facilitam as tarefas dos professores para que estes foquem na interação com os alunos e preparação para as aulas.

A preparação, mesmo sendo essencial, é feita de maneira intuitiva pelo professor, utilizando as ferramentas e conhecimento adquiridos ao longo dos anos. No entanto, a falta de ferramentas para identificar as lacunas nos planos de aprendizado e a compreensão dos alunos em relação aos materiais disponibilizados dificulta a otimização e evolução do plano desenvolvido. Por este viés, por mais que o professor consiga criar um plano de aula completo com materiais de reforço, não é certo que os alunos entenderão os recursos da maneira intencionada.

Programas de inteligência artificial existentes levam isso em consideração, especialmente em ambientes digitais com grande variedade de cursos. No momento em que as respostas para as tarefas desses cursos online começam a apresentar altas taxas de erro, o algoritmo envia uma notificação ao professor que criou aquele curso em questão. Não somente, na etapa da tarefa são inseridas dicas e táticas de nudging para influenciar o aluno a escolher a alternativa correta, até que o conteúdo seja corrigido ou incrementado. Ao invés de depender do feedback do professor, os alunos conseguem receber, dos próprios cursos e seus programas, maneiras de entender os conceitos fundamentais àquela aula.  Assim sendo, inteligência artificial pode incrementar a maneira como ensinamos, aprendemos, e interagimos com informações relevantes, para além do ambiente de aula.

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SAIBA+

O documentário AlphaGo recebeu classificação de 100% através do Rotten Tomatoes e pontuação de 8,5 através do IMDb. Nele, o sul-coreano Lee Sedol, campeão mundial de Go, se prepara para enfrentar a inteligência artificial em uma batalha de cinco jogos. O plano de Lee é, ao menos, vencer quatro das partidas disputadas. Entretanto, o sul-coreano não contava com a astúcia da IA.

 

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