O Nosso Futuro já é Portátil

O Nosso Futuro Já É Portátil

O nosso futuro já é portátil pois nesta era pós-digital, os arquivos foram para as nuvens e programas pesados tornaram-se aplicativos e hoje navegamos com os dedos sobre as pequenas telas das tecnologias móveis, totalmente portáteis e de maneira absolutamente intuitiva e lúdica. O que antes era chamado de experiência agora virou engajamento, o que antes era chamada de web reativa, agora é uma internet que antecipa os nossos desejos e necessidades e nos sugere coisas que possam ser relevantes, considerando os nossos hábitos de navegação e os interesses de todos os internautas. Temos o mundo em nossas mãos e em formato portátil…temos computadores na palma das mãos!

 

Não mais nos impressionamos com as tecnologias, mas sim nos impactamos com as inovações que elas nos proporcionam. Curiosamente o número de linhas ativas de celulares no país já se igualou ao número de brasileiros segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)  até o ano de 2014, no qual a troca de celulares comuns por smartphones estava sendo realizada numa velocidade maior que a da média mundial. Vale lembrar que o smartphone existe apenas desde 2007.

 

Desta maneira, os avanços tecnológicos cada vez mais estão presentes em todas as áreas da vida humana e de maneira absolutamente natural. São carros que estacionam sozinhos com direção robótica; carros que viajam sem motoristas, comida impressa, comboio com mega caminhões no qual somente o primeiro tem motorista e todos os outros são acoplados por telemática, aplicativos de caronas e táxis, reserva de férias no planeta Marte, envio de e-mail às equipes de astronautas no espaço, ligações telefônicas dos astronautas à Terra, cirurgias realizadas por robôs, drones que fazem entregas por delivery e assim vamos em frente nos reinventando como seres humanos.

 

Sim! A vida está evoluindo à partir das tecnologias e evoluir demanda no mundo atual o convívio natural com a inovação, com a experiência da interface, com a troca, com experiências múltiplas tanto no mundo real como no virtual e sempre na companhia de um “outro” ou de vários “outros”. Nunca fomos tão gratificados por esta grande oportunidade que a internet ao lado das grandes ferramentas tecnológicas nos oferecem. Ninguém evolui sozinho e a internet tem esta potencialidade multidimensional de nos unir dentro de objetivos grandiosos ligados ao desenvolvimento coletivo. A internet pode e deve ser usada à serviço do “bem”.

 

Importante  lembrar que na década de 1990, as conexões eram discadas, o que ainda ocorre em muitos lugares do Brasil e do mundo. E desde que surgiu nesta mesma data, a internet comercial não parou de expandir e ao mesmo tempo se desenvolver e a nos desenvolver.  Crescemos com a internet. E você sabe exatamente como foi o início dela? A internet nasceu justamente da necessidade que os cientistas tinham em trocar informações e, portanto, de se colaborarem, de trabalharem juntos sem que seus orçamentos fossem consumidos por tarifas telefônicas internacionais, ou custos de envios de fax (o papel custava caríssimo) ou ainda sem ter que ficar mercê dos correios.

 

Fazemos parte de um grande fenômeno social já registrado historicamente. Desde que internet comercial surgiu em meados de 1990, ela nos oportunizou reduzir distâncias e a aprendermos que as  fronteiras desapareceram através do mundo virtual, e que também a mobilidade das pessoas neste mesmo  espaço virtual é instantânea. Se antes os computadores caseiros nos davam estas condições mas fixados em um só lugar geográfico, hoje temos as tecnologias portáteis em nossas mãos que fazem desta experiência móvel algo transformador com laptops, tablets e smarthphones.

 

Historicamente os primeiros esforços para a criação de redes de computadores ocorreram nos anos 1960, em plena guerra fria, justamente para proteger informações militares sigilosas. A ideia era descentralizar e compartilhar para que, se houvesse ataque de uma potência inimiga, no caso, a União Soviética, os segredos dos EUA não fossem revelados, deixando o país vulnerável. Para isto era preciso criar uma rede, e foi o que a ARPA (Advanced Research Projects Agency) fez, batizando-a de ARPA.Net. A rede militar entrou em funcionamento em 1969, mesmo ano em que o homem pisou na Lua pela primeira vez.

 

Obviamente o conceito foi parar no meio acadêmico e curiosamente em 29 de outubro do mesmo ano, o primeiro e-mail da história foi transmitido pelo professor Leonard Kleinrock da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) para a Stanford Research Institute. Hoje, astronautas que navegam pelo espaço sideral recebem e-mail de suas bases aqui na Terra e ainda constroem ferramentas à partir da impressão 3D.

 

Nos anos 1970, já era absolutamente natural a troca de informações dentro da cultura dos cientistas da época justamente buscando a multidisciplinariedade, pois a própria conquista do espaço sideral era o maior foco daquele momento. A NASA (National Aeronautics and Space Agency) necessitava coordenar diversas especialidades, mesmo que fossem intermediados pelas tecnologias comunicacionais.

 

A expansão da Internet tornou-se algo tão relevante na vida de todos nós, que  levou apenas um terço do tempo que o rádio, para atingir uma audiência de 50 milhões de pessoas. Antes disto, muitas outras tecnologias também nos ajudaram, mas de maneira diferente,  para que chegássemos até aqui. Tivemos anteriormente o telégrafo, o telefone, o fax, o celular, o satélite, mas nenhuma destas tecnologias provocou tantas transformações quanto as de hoje. Na verdade estes primeiros sistemas de comunicação analógicos  fizeram que as primeiras barreiras espaciais fossem quebradas, e assim geraram as primeiras trocas de informações em nível planetário.

 

Aprendemos e evoluimos com a própria evolução da internet. Aprendemos que grandes e pequenos problemas do mundo, agora em pleno século 21,  são compartilhados e discutidos democraticamente nos mais diferentes ambientes virtuais, e assim passamos a fazer parte de inúmeras comunidades onde dialogamos, expressamos ideias e nos agrupamos com pessoas que partilham seus pontos de vista.  Aprendemos que redes sociais nos dão “voz”, pois todos opinam, dialogam, compartilham e trocam experiências. Estamos aprendendo a respeitar a opinião do “outro” quando nos inserimos em uma linha de discussão em uma rede social. O nosso senso de coletividade se expandiu.

 

Considere que a internet ao ser utilizada sem princípios básicos de cidadania e respeito ao coletivo, se torna uma perigosa arma que alimenta grupos que pregam preconceitos, fraudes online,  crimes cibernéticos, campanhas em pról do bullying. A internet dá “poder” a cada cidadão. Um coisa é fato inquestionável, a facilidade que temos em nos comunicar e trocar informações e aprender coisas novas, com alta redução de custos, nos interliga a tudo e a todos o tempo todo!

 

Este novo modelo tecnológico, pautado no fenômeno da internet, que tem  como epicentro as tecnologias da informação e comunicação (TICs), vem provocando também profundas transformações em nossas capacidades pessoais cognitivas e em  nossas habilidades interpessoais e intrapessoais,  que vão ao encontro das maneiras inovadoras que estudamos nos dias atuais através da educação a distância.

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