O que os Futuristas Andam Falando sobre Educação?

O que os Futuristas Andam Falando sobre Educação?

O termo futurista é muitas vezes aplicado a líderes visionários, inovadores, pensadores, escritores, consultores e profissionais que publicamente “olham para o futuro” e que freqüentemente “fornecem análise do futuro”.  Este tipo de análise ocorre através de diversos métodos interpretativos,  como por analogia, argumentação, lógica, análise de políticas, intuição, roadmapping, metasetting,  estatísticas, análise de tendências,  horizon scanning, previsão de desenvolvimento de mercado, análise de risco e gestão, e outras atividades que são orientadas para poder prever o futuro.

O Oxford English Dictionary descreve o primeiro uso da palavra futurista em inglês no ano de 1842, no caso referindo-se a futuristas bíblicos cristãos. O uso seguinte ocorreu com os futuristas italianos e russos no início do século 20 (1900-1930), retratando assim um movimento artístico, literário e político que buscava rejeitar o passado e aceitar a velocidade das mudanças radicais. O mundo atual está mais instável do que em outros momentos em que vivemos face às inovações tecnológicas, mercados financeiros sem controle, consumidores mais bem informados, sociedade e governo cada vez mais atentos em relação às responsabilidades sociais e ambientais de todos os tipos de empresas, incluindo aí as empresas educacionais. Todas essas forças estão exigindo das organizações preocupação e renovação do seu planejamento de longo prazo e a necessidade de utilizarem as técnicas de Cenários Prospectivos para melhor identificar as forças dinâmicas que prevalecerão nos próximos anos.

Se você olhar para o futuro e analisá-lo de uma forma particular e portanto não pública, especialmente se não fizer este tipo de atividade com muita freqüência, certamente você não será chamado de futurista, mas ainda assim estará usando a previsão, que é um processo de se olhar e analisar o futuro. Qualquer um que já se perguntou sobre o amanhã ou já planejou algo para a próxima semana usando a previsão em algum nível,  é um usuário da habilidade de prever acontecimentos. Se você fizer esse tipo de trabalho para clientes utilizando determinadas técnicas por exemplo, você será um profissional de prospectiva ou um foresighter.

Há centenas, talvez milhares de vezes mais foresighters no mundo do que futuristas na mais profunda referência `a palavra e ao conceito.  Ambos os grupos são valiosos, mas foresighters destacam-se mais do que futuristas, por uma série de razões. Futuristas não precisam de uma educação formal específica, mas os melhores futuristas se esforçam para ser tanto especialistas transdisciplinares como pensadores de sistemas. Diferentemente do que ocorre com os futuristas,  os profissionais de prospectiva que nos dias atuais possuem formação acadêmica especifica nesta área, também frequentam inúmeras comunidades que os reúnem, e assim atuam ativamente no mercado e em vários segmentos da sociedade.

E na area da Educação, quais seriam algumas das prospectivas? O que estes profissionais estão afirmando por aí sobre o futuro da Educação? Existem tendências que mostram que nos próximos anos os professores e alunos ajudarão a construir a web a todo momento, onde os repositórios de conteúdos multimídia serão abertos a todas as  Escolas. O espaço conhecido como “sala de aula” mudará definitivamente para a ideia de  “openspace”, portanto o dentro e o fora da Escola deixarão de fazer sentido. Haverá cada vez mais uma incapacidade permanente por parte de todos, para lidar com a complexidade e incerteza do mundo e esta questão será a única que nos limitará no “tempo”. Nesta visão os horários de aulas deixarão de existir dentro do contexto “currículo horas/aula”, e migrarão para temas curriculares a serem desenvolvidos dentro de grandes projetos (gantt charts).

O termo educação a distância não será mais utilizado e o aluno irá dispor de todo conteúdo na internet, em sites destinados à sua formação. Os conteúdos serão separados em níveis de acordo com seu grau de complexidade. Em cada nível o aluno terá acesso aos conhecimentos em sua totalidade, justamente porque não existirá o conceito de disciplinas. Os conhecimentos estarão interligados formando uma rede, onde uma ideia levará a outra; prevalecendo a interdisciplinaridade. É o interesse e a curiosidade intrínsecos do aluno que o induzirão a novas descobertas.

O aluno se tornará totalmente sujeito do seu processo de formação e a ferramenta que é a internet,  será a mediadora entre o aluno e o conhecimento. Não existirá mais a figura do tutor  e as aulas serão essencialmente mais dedicadas à pesquisa e ocorrerão em horários estabelecidos pelos próprios alunos. O início desta formação educacional ocorrerá por volta dos 4 anos de idade, e os pais se encarregarão de estipular os períodos dedicados a esta atividade. Isso porque desde a tenra idade será incutida a ideia nesta nova geração de se ter compromisso consigo mesmo e com toda a sociedade, ou seja, será uma maneira de garantir a sobrevivência de ambos; do sujeito e do coletivo do qual faz parte. Quando inserido no ambiente virtual de aprendizagem o aluno receberá um cadastro, que possibilitará a sua navegação pelos endereços onde estão os conteúdos e as atividades de acordo com seu nível de desenvolvimento.

Como você pensa a respeito destas ideias? Bem, não esqueça que o mundo está mudando e é preciso problematizar pedagogia e aprendizado, pois quando analisamos o processo de investigação e pesquisa, claramente percebemos que nele se  acomodam diferentes estilos de aprendizagem, dando oportunidades de sucesso a alguns estudantes e fracassos aos que não aprendem tão facilmente apenas como leitores ou ouvintes,  como nós aprendemos anteriormente.

As tecnologias que existem nas salas de aula hoje não serão necessariamente as mesmas que existirão em torno de 10 anos `a frente. Uma coisa de imediato é certa, se tentarmos ter uma sala de aula inteira de estudantes aprendendo exatamente da mesma maneira, infelizmente ajudaremos apenas alguns poucos a aprenderem otimamente, pois hoje mais do que nunca devemos assumir como educadores que é absolutamente necessário termos uma variedade de soluções pedagógicas disponíveis para utilizarmos no processo de aprendizagem de nossos alunos que são tão diferentes entre si. É indiscutível que cada um aprende melhor de maneira particularizada diante de suas próprias dificuldades. Muita coisa para acontecer!! Vamos adiante….

Você alguma vez já indagou a respeito de algumas destas ideias futuristas?

Você acredita que o conceito de Escola vai mudar mesmo? Qual é a sua opinião pessoal?

Saiba+

2 comentários em “O que os Futuristas Andam Falando sobre Educação?

  1. Eu acredito que haverá mudança sim, pois todo o processo deve ser em função das pessoas. As pessoas não são, elas estão; portanto, devemos criar metodologias e processos de aprendizagem em consonância com as necessidades e valores destas pessoas, que buscam a aprendizagem, independentemente da forma. Devemos ter em mente que a única certeza que temos hoje é que haverá mudanças amanhã.

  2. Excelente artigo e com certeza novas formas de aprender serão implantadas

Comentários estão bloqueados.