Temos Urgência de Inovação Educacional

Temos Urgência de Inovação Educacional

Temos Urgência de Inovação educacional. Isto mesmo. Em pleno século 21 somos conscientes que a tecnologia e a globalização estão mudando significativamente os modelos de negócios em todos os setores. Com isso devemos olhar com muita seriedade a realidade atual do mundo do trabalho e nos resignarmos no sentido de que a globalização e a tecnologia estão acelerando a criação e a destruição de empregos no mundo todo. Infelizmente os sistemas de educação vigentes ainda não estão atentos a este fato e assim permanecem em grande parte estáticos, não somente agora, mas há décadas pois não acompanharam essas significativas mudanças que tanto solicitam uma profunda inovação educacional.

As previsões ditam que se continuarmos a progredir no mesmo ritmo atual até 2030,  teremos a metade de todos os jovens, uma média próxima a 800 milhões deles, não habilitados por competências básicas e tão necessárias para manter uma nova economia. Fica claro que a globalização, os avanços na tecnologia e a mudança dos paradigmas empregatícios, ameaçam deixar muitos para trás.

Nas últimas décadas a inovação em todos os setores tem sido cada vez mais considerada como um fator crucial na manutenção da competitividade em uma economia globalizada. A inovação pode dar nova vida à desaceleração dos mercados estagnados e atuar como um mecanismo para melhorar a capacidade de qualquer organização de se adaptar a ambientes em mudança. Tanto as políticas como as teorias sobre inovação têm como foco principal o setor empresarial. As empresas precisam inovar para acompanhar a concorrência através da introdução de novos produtos ou serviços, melhorando a eficiência de seus processos de produção e arranjos organizacionais, ou melhorando a comercialização de suas atividades para garantir sua sobrevivência.

Atualmente um número expressivo de empregadores acha difícil recrutar funcionários com habilidades de pensamento crítico e de comunicação eficiente, sendo que  hoje em dia  pode-se fazer muita coisa na sala de aula para desenvolver os alunos em todos os sentidos inclusive nesses reclamados pelas companhias. Em sala de aula presencial ou em EAD, os professores possuem recursos para executar uma docência que não era possível há 10, 15 anos. A maioria dos sistemas de educação nos dias atuais ainda são baseados em modelos implementados há mais de um século. As tentativas fragmentadas de reforma e modernização provaram, na maioria dos casos insuficientes para abordar a crescente diferença entre os sistemas educacionais convencionais, as demandas da vida moderna e os novos mercados de trabalho.

Construir uma cultura de aprendizagem ao longo da vida no local de trabalho implica passar por sérias reciclagens que envolvem: da “educação para o emprego” para a “educação para a empregabilidade”, e da “segurança do emprego” para a “segurança profissional”. Seja como parte da aprendizagem ao longo da vida ou da educação formal básica, e seja no contexto de economias desenvolvidas ou ainda em desenvolvimento como a nossa, devemos admitir que a tecnologia sem dúvida alguma, apresenta oportunidades para oferecer aprendizagem de forma inovadora e personalizada (inovação educacional).

Os governos, as empresas, as escolas e os aprendizes devem entender a necessidade de mudanças reais e abrangentes para fechar o fosso de preparação quando o mundo já está mergulhado nos liames da Quarta Revolução Industrial. Um celular tem hoje capacidade de informática muito maior do que o computador mais potente de Harvard de 30 anos atrás. A tecnologia altera cada vez mais e rapidamente as formas como interagimos e trabalhamos, conectando comunidades e trabalhadores de formas cada vez mais sofisticadas e abrindo novas oportunidades.

Embora as tecnologias não possam transformar a educação por si só, as tecnologias digitais têm enorme potencial para transformar as práticas de ensino e aprendizagem nas escolas e abrir novos horizontes aos aprendizes. O desafio de alcançar esta transformação é mais sobre a integração de novos tipos de instrução/aprendizagem (inovação educacional ) do que sobre a superação de barreiras tecnológicas.

A tecnologia digital pode facilitar modelos pedagógicos inovadores baseados em jogos, laboratórios on-line e avaliação em tempo real, como também pode melhorar habilidades de pensamento de ordem superior e compreensão conceitual e, em muitos casos, aprimora a capacidade de criatividade, imaginação e habilidades de resolução de problemas dos alunos.

Alguns estudos sugerem que 65% das crianças que entram na escola primária hoje em dia, terão empregos que ainda não existem e para os quais a sua educação não conseguirá prepará-las, exacerbando assim lacunas de habilidades e desemprego na força de trabalho futura. Nesse sentido, tornou-se uma obrigatoriedade, os indivíduos dominarem desde a tenra idade os processos inovadores ligados a educação e tecnologias para assim prosperarem na adultidade tanto no local de trabalho como na sociedade moderna.

Muitos sistemas educacionais foram construídos com o objetivo de educar as crianças e não necessariamente os adultos.O sistema de aprendizagem de adultos quando ocorre é geralmente voltado para “nicho” e visa apenas o “indivíduo”, e não almeja a inovação educacional voltada `a aprendizagem coletiva e sistêmica tão necessária neste novo momento que desafia a todos nós.

Se a escolas acelerassem processos de inovação educacional, muita coisa poderia mudar no futuro próximo e não teríamos este tipo de previsão tão pessimista. Aos alunos poderia ser oferecida simulações como laboratórios remotos ou virtuais, fornecendo acesso flexível e de baixo custo à aprendizagem experiencial. Poderia ser estabelecida colaborações internacionais, superando as barreiras da geografia e as horas formais da sala de aula. Isso proporcionaria aos alunos uma visão de outras culturas e experimentação de uma comunicação multicultural e colaborativa nos mais diferentes ambientes, incluindo até mesmo ambientes profissionais.

Seria importante haver uma avaliação formativa em tempo real e avaliações baseadas em habilidades, permitindo que os professores monitorassem a aprendizagem dos alunos e ajustassem a aprendizagem de acordo com cada necessidade. Importante ressaltar que a avaliação suportada pela tecnologia permite que o desenvolvimento de habilidades seja monitorado de forma mais abrangente do que é possível sem a tecnologia. É fundamental ao aluno do século 21 o contato com o E-learning, com os recursos educacionais abertos e com cursos on-line massivos, principalmente voltados para o desenvolvimento da aprendizagem autônoma.

SAIBA+

As Melhores Habilidades de Trabalho Até 2020.


O que os Futuristas Andam Falando sobre Educação?

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*
Website