Vagas de Trabalho Abertas aos Inovadores

Vagas de Trabalho Abertas aos Inovadores

Vagas abertas aos inovadores no mundo do trabalho de hoje? Seria uma verdade esta afirmação? O que você acha? Bem…Hoje em dia todo mundo que está antenado quer aprender sobre inovação. Uma consulta no Google sobre “inovação” gera mais de 100 milhões de resultados. O conceito tornou-se uma fonte interminável de teorias, pesquisas, escritos acadêmicos e discussão sem fim na mídia. Todo mundo hoje em dia quer falar ou se sente autorizado para falar sobre inovação. Por quê isto? Porque estamos na economia da inovação e nunca na história humana houve um momento tão propício para se criar e disseminar ideias novas e impactantes.

 

Considere que há apenas 20 anos, a World Wide Web estava começando, assim como as comunicações móveis 2G. Durante esse curto período, o poder dos computadores  melhorou cerca de dez mil vezes e acabou sendo vendido aos consumidores por preços sedutores. Google, Facebook, Instagram, Skype eram quase inimagináveis ​​há poucas décadas atrás e hoje fazem parte de toda ou quase toda população do planeta.

 

Esse dinamismo não vai parar. Não se assuste!! Essas forças motrizes irão acelerar à medida que bilhões de pessoas no mundo em desenvolvimento passem da pobreza e da fabricação de bens de baixo custo, para a prosperidade e a criação de inovações de alto valor pessoal, social, coletivo. Curtiu esta ideia?

 

Pense no Modelo-T da Ford em comparação com os automóveis que dirigimos hoje. Ambos são ainda meios de transporte, certo? Mas veja,  os automóveis de hoje incluem um tremendo número de pequenas e de grandes inovações, impensáveis até outro dia. Foram necessárias muitas dezenas de milhares de pequenas inovações, para se alcançar uma notável qualidade, durabilidade e confiabilidade nos automóveis atuais. Pense nas muitas inovações importantes, como ar condicionado, rádio por satélite AM-FM, airbags, cintos de segurança, sistemas de navegação guiados por aplicativos que te levam a qualquer lugar, sistemas de comunicação, controles de poluição. Não vou nem falar do carro do Google que dirige sozinho, monitorado apenas pela mais alta tecnologia.

 

Ao contrário do Modelo -T, que veio apenas na cor preta, as nossas escolhas agora incluem um arco-íris lindo de cores. Na economia de inovação, o estilo de gestão de Henry Ford é também cada vez mais arcaico no mundo dos inovadores,  porque ha uma compreensão que uma pessoa não pode aprender o suficiente, rápido e o suficiente sobre clientes, mercados, concorrência e tecnologia dentro do modelo Fordista. Parece não ser mais suficientemente inteligente para o momento atual no qual atravessamos, concorda?  Saímos da linearidade e passamos a viver e a pensar de maneira sistêmica. Há exceções, mas muitas das oportunidades mais importantes no mundo atual, requerem equipes multidisciplinares para poder se criar soluções significativas num mundo tão dinâmico e transformacionista.

 

Estamos em uma era de abundância e de prosperidade sem precedentes, mas também é um momento extremamente desafiante na história da inovação, pois com os surpreendentes avanços tecnológicos em todas as áreas do conhecimento e em taxas rápidas e exponenciais, o mundo vive uma enorme concorrência global e que está aumentando de forma dramática. Uma maratona sem fim. Uma big corrida em que não vemos a linha de chegada…..

 

As habilidades humanas de inovação são importantes para qualquer equipe de colaboradores de uma empresa, seja lá de pequeno, médio, grande ou macro porte. As pessoas com a capacidade de inovar estão entre as mais raras do mundo e elas agora são chamadas de talentos, e estão sempre em demanda e em qualquer lugar. Hoje em dia nas empresas, principalmente nas startups não se fala a palavra “recrutador”, mas sim o termo “Caça Talentos”. A experiência mostra que, quando os profissionais adquirem habilidades inovadoras, eles se tornam mais bem sucedidos enquanto ajudam as suas empresas a prosperarem e a obter mais sucesso.

 

Um profissional inovador aumenta a sua capacidade de colaboração produtiva ao lado de colegas e parceiros, pois vive e transmite uma cultura organizacional de trabalho voltada `a aprendizagem rápida, flexibilidade de pensamento, uso de criatividade pessoal no coletivo e a obtenção de melhoria contínua. Todo mundo que vive este tipo de cultura organizacional sai do lugar e de maneira rápida. Um inovador não fica parado e muito menos acomodado. É um tipo de perfil que trabalha duro e quando erra, tenta de novo, tenta de novo até acertar….e tudo bem rapidinho!

 

Uma das ideias mais conhecidas no Vale do Silício, região mais criativa do mundo na atualidade,  é o famoso Fail Fast ou, em português, falhe rápido. Este conceito explica que, se você errar, faça-o logo e aprenda logo com isso e o mais rápido possível,  para se levantar logo e tentar de novo.  🙄

 

A economia da inovação também exige mudanças no currículo educacional das Escolas, para que haja uma compreensão ampla sobre o que é inovação no século 21 e como produzir inovação no mundo dos negócios. Isso inclui uma reciclagem  na compreensão de conceitos fundamentais ligados `a área de negócios e a aquisição de uma nova perspectiva global. Os graduados de hoje que estão saindo das universidades,  devem ser capazes de escrever, de falar, de mostrar com clareza ideias inovadoras através de suas apresentações, assim como devem adquirir as habilidades e valores humanos necessários para atuarem dentro de um paradigma de colaboração produtiva e multidisciplinar.

 

No outro extremo, na economia da inovação, o estilo de gestão das universidades é muito arcaico,  justamente porque não é compatível com a colaboração dentro de uma estrutura de inovação disciplinada. Os professores em sala de aula até falam sobre inovação,  mas será que despertam estas habilidades em seus alunos? Eu creio que não, justamente porque os professores em sua maioria ainda são adeptos das estruturas tradicionais de pensamento e de docência. Os professores são crias do pensamento linear e o mundo da inovação tornou-se a base do pensamento sistêmico!

 

O paradoxo para muitos gestores é como criar uma empresa onde haja liberdade suficiente para a invenção, uma estrutura suficiente para capturar as ideias criativas geradas, e transformá-las em inovações valiosas, mas sem deixar que a equipe navegue em centenas de direções diferentes e não produzindo valor, mas sim gerando caos organizacional. Os programas organizacionais que enfatizam obsessivamente as tais  “salas de inspiração” ou “centros de inovação”, ou as armadilhas da criatividade como mesas de bilhar, chapéus engraçados, joguinhos e blocos de lego para os colaboradores produzirem inovações, podem ser muitas vezes ações equivocadas. Não estou generalizando, mas é uma coisa a se pensar.

 

Na minha percepção seria interessante uma reciclagem na arquitetura organizacional,  para a incubação disciplinada de inovações de alto valor para se construir novas estruturas organizacionais que explorassem com inteligência os melhores recursos de cima para baixo e de baixo para cima. Essas novas estruturas de inovação com certeza complementariam as estruturas mais tradicionais e por isso admiro muito as startups, principalmente aquelas que romperam barreiras e tornaram-se cases de sucesso.

 

As inovações podem ser pequenas, transitórias ou definitivas (ainda) como a lâmpada de Thomas Edison ou o mouse do computador desenvolvido por Douglas Engelbart. Seja qual for o tamanho ou o impacto de uma inovação, individual ou cumulativa, é possível que ao longo do tempo a acumulação de inovações possa criar um enorme valor aos consumidores. A ciência e a tecnologia estão avançando a uma velocidade incompreensível, as possibilidades de inovação são verdadeiramente infinitas e este atributo passou a ser a ferramenta mais poderosa para estimular o crescimento econômico das Nações e melhorar os padrões de vida humanos a longo prazo.

 

Muitas vezes usar as palavras erradas para descrever a inovação,  pode causar confusão para muita gente, o que gera o desencorajamento para participar plenamente deste movimento. Veja este exemplo: depois de assistir a uma palestra sobre inovação junto a um grande grupo de acadêmicos, um chefe de departamento de uma graduação em administração de empresas disse: “Essa conversa mudou minha vida”. Quando perguntado por quê, ele disse: “Porque me pediram para ensinar empreendedorismo, e não me sinto como empreendedor – não é o que eu realmente sou; esta não é a minha identidade intelectual, profissional. Ensinar empreendedorismo sempre me fez sentir desconfortável, mas eu sou apaixonado pela inovação.” Este episódio ocorreu na SRI International em Menlo Park na Califórnia, onde outros participantes também tiveram que escrever respostas para uma série de perguntas, incluindo “Quais são as definições:  de inovação, de valor do consumidor,  qual seria uma proposição de valor?” 

 

Curiosamente apenas cerca de 20% dos participantes responderam razoavelmente a essas perguntas. Isto é muito interessante pois nos mostra que quando não temos entendimento de algo, não fazemos o uso de uma linguagem comum e precisa sobre os conceitos mais básicos daquilo que estamos tentando comunicar, e consequentemente todas as decisões estratégicas e interações do dia-a-dia tornam-se comprometidas e muitas vezes confusas e ineficientes. As idéias básicas sobre inovação não são amplamente ensinadas ou entendidas em muitos lugares do mundo. Muitos autores veteranos contribuíram com excelentes ideias há tempos sobre como pensar e melhorar o sucesso inovador. Foram eles: Drucker, 1993; Christiansen, 1997; Moore, 2002 e Porter, 1998. Hoje em dia temos centenas de milhares de autores do mundo todo falando sobre inovação.

 

Conceitos importantes para se pensar incluem “atravessar o abismo”, “inovação aberta”, “clusters industriais” e muitos  outros mais. Esses conceitos, no entanto, são melhor aplicados depois que os fundamentos da inovação estão em vigor e bem elaborados. No livro, “Innovation:The Five Disciplines for Creating What Customers Want” –  algumas ideias são descritas e de maneira bem clara e objetiva. Serve para os iniciantes…

 

Por último pense comigo….Pessoas são o pilar mais importante do mundo do trabalho, e neste século 21 devem ser acolhidas pelas empresas através da oferta de outros importantes pilares como: cultura organizacional de excelência e princípios de inovação constantes. 😆

Vamos que vamos….meus amigos!

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